O irmão mais velho de Afonso, Teodoro, em 1827 converteu-se ao catolicismo e ordenou-se sacerdote, rompendo, em conseqüência, com a família. As esperanças desta se concentraram então no jovem Afonso, nascido em 1814.
No dia 20, por volta do meio-dia, o Barão de Bussières foi à Igreja de Sant'Andrea delle Fratte para tratar das solenes exéquias do falecido, que seriam realizadas no dia seguinte. Acompanhava-o Ratisbonne de mau humor, fazendo críticas violentas contra a Igreja e zombando das coisas católicas. Quando chegaram à igreja, o Barão pediu licença por alguns minutos e entrou na sacristia, para tratar do assunto que o levara até ali, e Afonso se pôs a percorrer uma das naves laterais, impedido que estava de passar para o outro lado da igreja, pelos preparativos em curso para as exéquias do Conde na nave central.
Quando, minutos depois, o Barão retornou em busca de Afonso, não o encontrou onde o havia deixado. Após muito procurar, foi dar com ele no outro lado da igreja, ajoelhado junto a um altar e soluçando. Ali já não estava um judeu, mas um convertido que ardentemente desejava o Batismo.
O que se passou nesses minutos, o próprio Ratisbonne narrou:
"Eu estava havia pouco na igreja, quando, de repente, senti-me dominado por uma inquietação inexplicável. Levantei os olhos; todo o edifício havia desaparecido à minha vista; uma só capela tinha, por assim dizer, concentrado toda a luz, e no meio desse esplendor apareceu, de pé sobre o altar, grandiosa, brilhante, cheia de majestade e de doçura, a Virgem Maria, tal como está na minha Medalha; uma força irresistível atraiu-me para Ela. A Virgem fez-me sinal com a mão para que eu me ajoelhasse, e pareceu-me dizer: muito bem! Ela não me disse nada, mas eu compreendi tudo".
Os dois irmãos faleceram no ano de 1884, ambos com fama de excepcionais virtudes.
Autora: Valéria Passaro
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